Arcebispo Desmond Tutu falará sobre o rol dos meios em cobertura de conflitos.


O arcebispo emérito Desmond Tutu foi convidado para dirigir-se a uma reunião global de comunicadores e comunicadoras sobre o importante rol julgado pelos meios mundiais em suas reportagens sobre violência e reconciliação.

A Associação Mundial para a Comunicação Cristã (WACC, pelas sua siglas em inglês) confirmou que Tutu falará no dia 6 de outubro no Centro de Conferências Atlantic, na Cidade do Cabo, África do Sul, durante a cerimônia de abertura do Congresso 2008, uma conferência para comunicadores7as e defensores7as da paz, tanto de organizações de fé, como da sociedade civil. O evento de cinco dias gira em torno do tema Comunicação é paz: construindo comunidades viáveis.

Tutu, que foi premiando com o Nobel da paz, é muito conhecido pela sua liderança na Comissão pela Verdade e a Reconciliação (CVR), convocada em 1996 pelo então presidente Nelson Mandela para mostrar as atrocidades cometidas durante a ela do apartheid na África do Sul. O rol dos meios de cobertura de testemunhos das vítimas e os perpetuadores foi chave para o êxito da comissão. Quando o informe final foi enviado pela CVR ao governo sul-africano,em 1998, Tutu louvou os jornalistas por “ajudar a levar nossa tarefa a cada canto e a cada greta de nossa terra e mais além”.

Tutu continua exercendo um rol ativo e claramente visível nas negociações de paz. Recentemente foi convidado pelo Conselho de Igrejas da África para atuar como mediador durante a verificação das disputadas eleições do Quênia.

Além da apresentação de Tutu, a cerimônia de abertura do Congresso 2008 apresentará uma “nuvem de testemunhas” do apartheid, uma referência bíblica às pessoas cujas vidas são exemplo de fé e testemunho de ação.

A WACC promove a comunicação para a mudança social através das atividades de suas redes de comunicadores e comunicadoras, defensores e defensoras dos direitos e acadêmicos em 115 países. O Congresso 2008 é a quarta conferência global hospedada por essa organização e a primeira que será na África. O programa se concentrará nos direitos da comunicação, os meios e a justiça de gênero, a cobertura de conflitos e a paz, e a tecnologia e a construção da paz.